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domingo, 6 de setembro de 2009

Irã condena interesses imperialistas estadunidenses na área de saúde

Durante a finalização das negociações sobre a Gripe A (H1N1) na OMS os EUA fizeram uma proposta de coordenação do projeto de emenda, da qual seu CDC (Center for Disease Control and Prevention) estaria à frente. A partir daí houve uma serie de discussões, incluindo a citação da Delegada do Irã a seguir: "A Republica Islâmica do Irã acredita na capacidade de todos, inclusive de seus próprios laboratórios, e acha ultrajante que haja ainda países que considerem o imperialismo americano até em questões que botam em jogo a vida humana.” Em resposta os EUA disseram ser, junto com o Reino Unido e o Canadá, referencias na área de saúde segundo a própria OMS.

Brasil e Paraguai disseram que essa discussão não levaria a lugar algum. O Irã prosseguiu dizendo que acredita que os interesses americanos não são somente humanitários, mas também econômicos. Posteriormente os EUA tiraram a proposta de coordenação pelo CDC e ainda disseram que este não estará disponível quando necessário. Brasil e Rússia declararam que a decisão não deve ser feita por diplomatas, mas sim por pessoal técnico.

Irã ameaça cortar relações com o Afeganistão

Em meio a um cenário caótico, a beira de uma crise, Irã ameaça romper relações diplomáticas com seu até então aliado, Afeganistão.

“Diante dessas circunstancias (a consolidação do Talibã como partido político), o Irã terá que adotar uma postura mais ríspida para com o Afeganistão, podendo até mesmo deixar de reconhecer seu governo com um aliado.”

Foram através dessas palavras que o presidente do Irã não deixou dúvidas sobre sua convicção de consolidar os valores democráticos e os princípios dos direitos humanos no país vizinho em busca de paz regional.

Depois de anos de guerra contra o Talibã na busca da conquista de direitos civis no Afeganistão, ainda é possível ver hoje um grupo que busca a todo custo o poder. Agora sob a forma de partido político.

A tentativa ambiciosa, porém, parece não encontrar um caminho aberto. Ao menos no que diz respeito aos países árabes e seus aliados, como afirma o presidente do Vietnã:

“Considero terrorista aquele que pratica o terror, seja fisco ou psicológico, e não podemos tolerar esse tipo de comportamento.”