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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

México e EUA recusam moeda internacional

Hoje no G-20 foi feita por China, Reino unido, Itália e FMI uma proposta de criação de uma moeda internacional através de uma cesta de moedas que redistribuiria as variações entre todos os integrantes, diminuindo o impacto em cada um. México e Estados Unidos foram contra, pois segundo eles a mudança do dólar traria grande instabilidade internacional.

domingo, 6 de setembro de 2009

Irã condena interesses imperialistas estadunidenses na área de saúde

Durante a finalização das negociações sobre a Gripe A (H1N1) na OMS os EUA fizeram uma proposta de coordenação do projeto de emenda, da qual seu CDC (Center for Disease Control and Prevention) estaria à frente. A partir daí houve uma serie de discussões, incluindo a citação da Delegada do Irã a seguir: "A Republica Islâmica do Irã acredita na capacidade de todos, inclusive de seus próprios laboratórios, e acha ultrajante que haja ainda países que considerem o imperialismo americano até em questões que botam em jogo a vida humana.” Em resposta os EUA disseram ser, junto com o Reino Unido e o Canadá, referencias na área de saúde segundo a própria OMS.

Brasil e Paraguai disseram que essa discussão não levaria a lugar algum. O Irã prosseguiu dizendo que acredita que os interesses americanos não são somente humanitários, mas também econômicos. Posteriormente os EUA tiraram a proposta de coordenação pelo CDC e ainda disseram que este não estará disponível quando necessário. Brasil e Rússia declararam que a decisão não deve ser feita por diplomatas, mas sim por pessoal técnico.

sábado, 5 de setembro de 2009

Tamiflu e a polêmica questão da patente


Os Delegados de países como Rússia e Chile apresentaram propostas de quebra de patente do medicamento Tamiflu, detida por Polônia e Alemanha, entre outros, para baratear a produção do mesmo. Em resposta a isso, outros Delegados se pronunciaram em favor de ceder a fórmula, sem necessidade de quebra de patente, pois mesmo que os países em questão fossem bem sucedidos nesse sentido, a decisão final de quebra está nas mãos de organizações internacionais como a Organização Mundial do Comércio.

Em entrevista concedida ao Comitê de Imprensa, o Delegado da Itália disse que ainda que as patentes não sejam quebradas e que não haja concessão de fórmula, só a redução do custo das patentes já seria um grande avanço nas negociações. No entanto, somente as indústrias farmacêuticas estatais poderiam fazer a produção dos medicamentos.
Recentemente o Brasil comprou uma grande remessa de Tamiflu, que é um produto final, fazendo com que a patente não seja cobrada diretamente. Os EUA, ao contrário, pagam pela utilização da patente para produzir o remédio.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Coletiva de Imprensa - 21/11


Comitê de políticas especiais e descolonização (SPECPOL)

A Coréia do Sul é totalmente favorável à criação de um Estado Curdo, propõe a criação de uma força humanitária, sem nenhuma intervenção militar com intuito apenas de prover apoio médico, alimentício, o mínimo de esperança para o povo curdo. A Coréia pede ajuda da ONU para que junto dela, consiga conquistar a confiança do povo curdo e somente depois, pensar em discutir a criação do Estado. Para a República da Coréia os curdos não são terroristas.

Comitê de Direitos Humanos (CDH)
"Direitos Humanos para humanos direitos" - Coréia

A Coréia esclarece que atacar ao próximo sem ser por auto defesa ou sem nenhum motivo aparente é o que definem os "humanos não direitos", que pregam terrorismo pelo terrorismo, e que somente a ONU deve se responsabilizar pela punição dessas pessoas. Finaliza dizendo que acredita na boa vontade dos EUA e de Israel em deixarem de ser relutantes com relação a proposta efetuada pela República da Coréia.
Comitê Econômico e Social (ECOSOC)
“creio que a energia que dizimou populações e animais pode vir a ser a salvadora do mundo em relação a emissão de gases poluentes” - Brasil

A posição do Brasil no ECOSOC focou-se em na diminuição do problema ambiental em relação à emissão de gases poluentes resultantes da queima de combustíveis fosseis nos países desenvolvidos e em desenvolvimento. Salientou a substituição gradativa por energias auxiliares: eólica, solar, todas em conjunto com a energia nuclear defendida pelo país – energia bem aceita no ECOSOC. Também foi aceito um projeto para a criação de um fundo para o desenvolvimento dos países que não detém essa tecnologia.
Pouco foi dito sobre o desmatamento evitável que renderia ao país créditos de carbono a serem abatidos da sua cota de poluição permitida.
Conselho de Segurança (CS)
"A Itália está sendo a primeira a reconhecer e tentar reparar seu passado, ainda que tenha sido feito pelo regime fascista" - Itália
O Conselho de Segurança aprovou unanimemente o projeto de resolução onde a permanência das tropas da Federação Russa foi vista como necessária em curtíssimo prazo para a manutenção da ordem no presente momento.
Foi colocada em pauta a situação do Kosovo que será analisada nas próximas sessões, mas já há indícios de uma divergência entre Sérvia e Reino Unido.
Além da delegação britânica, Itália e China quando questionadas em relação à permanência das tropas na Ossétia do Sul, expressaram sua concordância com a resolução e a importância na agilidade do processo.
No final da coletiva os delegados de Itália e China trocaram farpas, quando a delegação italiana repudiou o tipo de política que chamou de “caça às bruxas” e lembrou que cada país no comitê tem um passado colonial sangrento e afirmou que foi o primeiro país a reconhecer seus erros passados, ainda que tivessem sidos cometidos por um regime fascista.
Espera-se que neste sábado o comitê proporcionará boas discussões. A partir de agora é esperar para ver.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Ruptura Histórica entre EUA e Israel ?


Relevantes discussões se fizeram presentes hoje acerca da criação de um Estado Curdo no Comitê de Políticas Especiais e Descolonização (SPECPOL). Porém, pelo debate ter se pautado em termos técnicos, havendo divergências sobre a definição do que vem a ser terrorismo, pouco resultado gerou.

O Estado de Israel se opõe veementemente à criação de um novo Estado para os curdos: “Não iremos reconhecer nem legitimar a criação de um possível Estado Terrorista!” disse hoje à tarde o delegado israelense. Em seu discurso, ainda declarou que: “Terrorismo é aquilo que infringe a manutenção da ordem e da paz”.

Segundo o delegado estadunidense, que apóia a criação do Estado curdo, o terrorista é “uma pessoa insatisfeita”. Uma definição tanto quanto ampla, que abre precedentes para todo tipo de interpretação instrumentalizada.

A relação histórica entre os dois países está ameaçada e a reação israelense é de incompreensão, visto que os EUA dependem de Israel para a manutenção das zonas de influência no Oriente Médio.

As dificuldades encontradas pelos delegados talvez reflitam um aspecto mais profundo e polêmico, a dificuldade dos países definirem no âmbito das Nações Unidas, o termo “terrorista”. Historicamente o combate ao terror remete à administração Reagan (1981) que colocou como centro de sua política externa o “combate ao terror”. Cabe citarmos aqui a visível contradição que consiste no fato dos EUA começarem a guerra contra o terror tendo como base o apoio à regimes ditatoriais que implementaram o mesmo terror contra sua própria população, como ocorreu em diversos países da América Latina e Central, com um saldo de mortos de mais de um milhão de pessoas.

Em entrevista exclusiva ao Le Monde Diplomatique em outubro de 2008, Noam Chomsky, afirma: “Há um problema com essas definições: quando elas são aplicadas, percebemos que os Estados Unidos são um dos principais Estados Terroristas. E nos últimos 25 anos houve um esforço para inventar uma definição que se restringisse ao terror que “eles” praticam contra “nós”. Portanto alega-se que há um problema para defini-lo”.

Se as discussões ocorridas hoje sinalizam de fato uma modificação da política externa americana, devido talvez a recente eleição de Barack Obama, ou um mero desentendimento, é o que iremos observar nos próximos três dias.